Eu na minha inocência achava que este tipo de trabalho não existia mais, para minha decepção, o programa A Liga, da TV Bandeirante, trouxe isso à tona, não só existe como infelizmente ainda somos cúmplices, sem saber, mas somos.
O programa abordou o tema com o repórter Rafinha Bastos, com grandes empresas envolvidas, entre elas, a Zara Confecção, empresa espanhola, e bem conhecida. A grande maioria dos empregados vem de países pobres, como a Bolívia, com a esperança de melhorar sua condição que lá é muito precária, devido a isso, se submete a qualquer condição de trabalho, até mesmo escravo. A outra parte são brasileiros da região pobre do país, o nordeste, são enganados, com melhoria de salário e qualidade de vida. Muitos deles vêm apenas com o dinheiro do bolso, sem saber que tudo passa de uma enganação e que até mesmo sua passagem e hospedam, serão descontados.
A reportagem trouxe vários aspectos críticos a essas empresas, imagens duras de escravidão, péssimas condições de trabalho e devido a isso, muitos desses lugares atraíram doenças, como a malária.
Depois dessa bela reportagem, hoje lendo o Brasil Econômico, vejo uma matéria sobre Zara Confecção, com relações as denúncias e as menções que teve no Twitter depois do programa, que chegou a 69 mil. Vale mencionar que a empresa ignorou os comentários de possíveis clientes, mesmo com toda visibilidade que as redes sociais têm. Respondeu depois de muito tempo por meio de comunicado, refletindo a falta de respeito e irresponsabilidade.
Curioso que uma companhia como essa, joga a culpa em empresas terceiras, segundo o jornal, e que em nenhum momento destaca a importância de verificar essa denuncia ou até mesmo justificar a forma da contratação, é fato que se fingiu de “morta” e que não está nem aí para sua imagem e muitos menos para essas pessoas.
Espero que seus clientes/consumidores evitem comprar suas roupas, sabendo que pagam mais de R$ 200 reais em cada peça e que foi confeccionada por R$ 6 reais, é um absurdo.
Beijo e bom final de semana